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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Exercícios simples de alongamento e abdominais

A vida pode ficar bem melhor com alguns exercícios físicos simples que podem ser feitos em casa. Mas é necessário um pouco de orientação. Circulou pela Internet ontem um vídeo preparado pelo Portal Vital com o personal trainer Marcelo Lucon, da Academia Ativa, de São Paulo, ensinando como fazer abdominais (clique na figura ao lado).

Confesso que só conhecia a versão "cruel", dolorida e extraordinariamente cansativa desses exercícios, que aprendi em aulas de educação física no colégio. As mostradas pelo Lucon parecem agradáveis e simples.

Isso me fez lembrar de um conjunto de exercícios de alongamento que um amigo meu, professor de Educação Física, me passou em imagens há uns dez anos e me pediu para colocar no meu antigo site. Como o meu site já foi para o beleléu, que Deus haja, então posto novamente aqui.

A mensagem original do Marcão foi:
"Estou deixando uma sequência de alongamentos para o pessoal saber pelo menos que existe alguma coisa para nos deixar mais relaxados e dispostos nas apresentações. Alongamento não deve ser usado apenas para preparar para algo e sim devemos nos manter alongados. Se você estiver andando e torcer o pé, um dos motivos de a lesão ser feia é ter os músculos muito rígidos. É apenas um dos itens da boa disposição. Mas espero que ajude. Uma dica: se não tiver tempo para nada, faça pelo menos o que fica com as pernas para cima (90 graus) - no mínimo, antes de dormir - e, se possível, dê uma boa espreguiçada antes de se levantar."

Atenção: não exagere. Não é para doer muito. Não é treinamento para tropas de elite, é para ser simples e agradável. Se o corpo reagir de modo muito estranho, pare. Apesar de terem sido projetados para se fazer em casa, orientação em uma academia ou de um especialista só fará bem.








terça-feira, 12 de abril de 2011

Doenças resistentes a antibióticos: alerta da OMS

Uma matéria no Scidev do dia 7 me chamou bastante a atenção: a Organização Mundial da Saúde advertia que estamos caminhando para uma "era pós-antibiótico", em que infecções comuns se tornariam resistentes aos medicamentos e novamente letais. A resistência de vários micróbios aos antibióticos está se aproximando de um nível crítico no qual novos remédios não chegarão a tempo.

Eu não tinha ideia da dimensão desse problema. A tuberculose é o caso mais famoso - só no ano passado, foram registrados 440 mil casos de variedades dessa doença resistente a grande número de antibióticos; tuberculose resistente aos medicamentos mais eficazes já foi detectada em 64 países -, mas as coisas estão piorando também para a malária e para a Aids.

Por que isso acontece? O artigo menciona, como parte das motivos, características "estruturais" do sistema econômico, como a recusa de empresas produtoras em pesquisar novos remédios apenas para depois as vendas em quantidade serem impedidas, justamente para evitar a disseminação da resistência a elas. Para evitar isso seriam necessários novos mecanismos de financiamento para as pesquisas.

Mas há muitos outras razões, cada uma com suas respectivas estratégias de mitigação. Sobre soluções, a OMS publicou na semana passada um conjunto de informações sobre o tema que inclui um pacote de sugestões de políticas públicas para melhorar essa situação (aqui, a versão em espanhol). Cita o desenvolvimento de planejamentos nacionais pelos países, o incentivo às pesquisas, a garantia de acesso a medicamentos de qualidade, a intensificação do controle das doenças e a regulamentação do uso racional dos remédios.

Acrescento que este último item, o uso racional dos remédios, remete à difusão de educação e conhecimento em meio à população em geral. Quem nunca viu pessoas que dividem comprimidos para "renderem mais" ou que páram de tomar antibióticos assim que os sintomas desaparecem, ou que compram antibióticos por sua própria conta em farmácias que os vendem indiscriminadamente sem receita médica? Está aí um toque para nossos jornalistas e divulgadores científicos.